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Nos últimos meses, algo silencioso, mas revolucionário, começou a acontecer nos bastidores da comunicação digital. As ferramentas de inteligência artificial generativa — como ChatGPT, Gemini, Claude e outras — passaram a ser usadas em larga escala para responder dúvidas, criar textos, selecionar fontes e oferecer respostas em tempo real. E, como jornalista e produtor de conteúdo, preciso dizer: ou você aprende a escrever para essas máquinas ou seu texto pode simplesmente desaparecer da conversa.
É aqui que entra o GEO — Generative Engine Optimization, a otimização para motores generativos de busca. Trata-se de uma evolução natural do SEO, voltada para IA. Se o SEO tradicional ensinou a escrever para o Google, o GEO nos ensina a escrever para os modelos que geram respostas em linguagem natural. Isso significa pensar menos em palavras-chave isoladas e mais em clareza, autoridade, estrutura e confiabilidade da informação.
Na prática, aplicar GEO envolve algumas mudanças importantes. Por exemplo: destacar claramente a resposta à pergunta principal já no primeiro parágrafo, usar linguagem natural, organizar subtítulos com coerência e incluir dados atualizados. Mas, acima de tudo, exige escrever com propósito e precisão, já que as IAs “aprendem” com base em conteúdos bem estruturados e confiáveis.
A boa notícia? Jornalistas e criadores de conteúdo já estão um passo à frente. Sabemos como construir narrativa, apurar com fontes confiáveis e estruturar a informação para o leitor. O desafio agora é ajustar o foco para sermos também compreendidos por sistemas que cruzam bilhões de dados antes de entregar uma resposta. E isso pode nos recolocar no centro da produção de conhecimento.
Portanto, se você ainda está escrevendo apenas para o Google, está atrasado. As IAs não vão substituir o conteúdo bem feito, mas vão escolher quais conteúdos servir ao público. E, para estar entre os escolhidos, precisamos pensar estrategicamente. GEO não é uma moda — é um novo padrão. E quem entender isso primeiro vai sair na frente.
